Mãe é mãe 

“Mãe é mãe” uma frase tão clichê, mas tão real. A verdade é que nos últimos anos o papel do pai mudou, antes o pai era apenas o provedor, depois começou a se tornar ajudante de mãe, e agora os pais são ativos nos cuidados com os filhos. 

Essa mudança de postura do paí trouxe a impressão que pai e mãe tem o mesmo papel na educação e cuidados dos filhos, mas a mãe ainda tem uma importância bem grande na educação e cuidados dos filhos. Noto que os filhos tem uma pequena preferência pelo colo da mãe, talvez seja pelo formato do nosso corpo, onde o seio possa servir de travesseiro, talvez seja pela amamentação, talvez seja pela gestação, mas mesmo os filhos gerados em outro ventre tem um elo mágico com suas mães efetivas.


Então, deve ser o instinto materno presente no sexo feminino, porque é impressionante como as mães tem poder de acalmar seus filhos. Os filhos podem dizer que preferem os pais, mas a qualquer machucado ou ferida a mamãe é a demandada pela criança.

Enfim, mãe é mãe….algo inexplicável, mas muito intenso

Amamentação: dificuldades

Sempre ouvi falar que a amamentação era maravilhosa, que era uma realização da mulher, mas pouco se fala sobre as dificuldades da amamentação.

Sempre imaginei que a amamentação era algo mega natural, pensava que bastava colocar o peito na boca da criança e “plim” a mágica acontecia, porém não é bem assim. Palavras como prega, pega, sucção, na minha cabeça, não estava associada a amamentação.

Tive que aprender a fazer a prega (que existe variações), tive que aprender a colocar o meu filho em posição de amamentar (sim, no começo era muito difícil).  E da mesma forma que tudo era novo para mim, tudo também era novo para o meu filho! Nasceu uma mãe, nasceu um filho, nasceu uma conexão, nasceu um amor completamente diferente, mas tudo isso sem qualquer manual de instruções. Fomos aprendendo a cada dia, a cada mamada, tivemos momentos de tensão, tivemos momentos de choro, tivemos momentos de dor e por fim, chega-se a magia.

Confesso que nunca sonhei em amamentar, mas quando meu filho nasceu eu tive vontade de amamentar, tive vontade de passar por essa experiência, e sim me esforcei para amamentar. Tanto quis amamentar que busquei profissionais para me dar assessoria.
Os primeiros dias foi um stress, o tal do colostro irritava meu filho, era muito esforço para pouco leite. No Hospital, meu peito se tornou de utilidade pública, eu vivia pedindo ajuda para enfermagem, que chegavam e apertavam o bico do meu seio (kkkk), e de verdade eu não me importava com isso. Confesso, as enfermeiras chegavam, faziam a prega e a amamentação acontecia, elas iam embora e começava a briga com a tal da prega.

Enfim, fomos para casa, o leite finalmente desceu, o aprendizado continuava, cada dia ficava mais fácil e menos doloroso….mas a “mágica” deve ter demorado mais de 20 dias para acontecer. Essa é lado B da amamentação, pouco dito ou pouco escrito.

E agora a dica de alguns livros que podem ajudar nesta dura jornada da amamentação:

Boa sorte para as mamães.

Relato do Parto do Nicolas

Desculpem a demora por novos textos, mas o Baby Nick consume bastante dos meus dias. Devagarzinho vou retomando com o blog. E para retomar, nada mais justo que começar do Parto, né?

Bom, desde o começo da gestação, eu tinha combinado com o baby Nick que ele só viria depois do Papai Noel, portanto poderia vir a partir de 38 semanas, no dia 26/12/2016. Apesar da gestação de risco por conta da Insuficiência Istmo Cervical, Cerclagem e repouso, baby Nick cumpriu o combinado chegou com 38 semanas!!!

Devido ao histórico de perdas e de alteração de alguns exames, optamos por não esperar o parto normal (não tenho boas lembranças de parto normal por causa do anjo Lucca) e realizar a Cesárea com 38 semanas. Então, agendamos para o dia 26/12/2016.

No dia agendado (26/12), chegamos no Hospital, fizemos a internação, o papai foi deixar as malas no quarto e mamãe foi orientada a se preparar para o Centro Cirurgico nas salas de pré-cirurgicas!! Eu estava bem calma, a Cesárea estava agendada para as 7hrs, e para variar atrasou, fiquei praticamente 30 minutos sozinha na pré-sala aguardando!!! Tudo começou a se movimentar quando a médica foi atrás de mim. Enfim, coisas de hospital mesmo. Nem isso me deixou nervosa ou ansiosa.

Enfim, cheguei ao Centro Cirurgico, tomei a anestesia, e em seguida o papai chegou. Como combinado com a nossa médica colocamos a nossa playlist e começaram o procedimento! Quando aproximou-se a hora do nascimento do Nicolas, minha médica pediu para reduzir a luz da sala.

Nicolas nasceu às 7h59m ao som da música “Nicolas” da Aline Barros, chegou fazendo xixi na minha médica, e nesse momento ouvi o tão esperado choro…que emoção….ali eu percebi que o sonho se tornava real!!! Chorei, chorei, porque só naquele momento eu realmente acreditei que o sonho tinha se tornado realidade. Quanto tempo esperei para ouvir esse chorinho, quanto tempo eu chorei sofrendo por abortos, quantos exames, quantas picadas na barriga, e agora aquele era o choro que mais desejei ouvir. Chorei, mas chorei de emoção, chorei porque aquele era o momento único, chorei porque aquele era o MEU FILHO. Ah como desejei falar MEU FILHO, e agora adoro falar e escreve MEU FILHO…rsrsrs

Ops, voltando ao relato do Parto, após o chorinho do Nicolas, a médica me mostrou o Nicolas, que em seguida foi limpo e pesado (chegou com 3,190kg). Nicolas foi colocado ao meu lado e ao lado do papai, e permaneceu alguns minutos!!!
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Meu marido ficou com Nicolas no Sling que recebeu do Hospital, depois Nicolas ficou deitado próximo ao meu seio, encaixado em entre meu seio e um top que também  recebi do Hospital!  A finalização da Cesárea demorou quase 2hrs, e o Nicolas permaneceu conosco durante todo o tempo…

Antes de ir para o banho com o papai, tentamos colocar ele para mamar, mas apesar da tentativa, não conseguimos! Depois vou escrever sobre a minha experiência com a amamentação.

Apesar de ser Cesárea, foi lindo, a médica foi mega humana!

Grande Beijo Tati