Trabalho x Maternidade

Na semana passada desliguei-me do trabalho, e por isso achei legal abordar esse tema “Trabalho x Maternidade”.

Trabalhei nesta empresa por 08 anos, e durante os últimos 04 anos eu lutava para engravidar. Quando me planejei para engravidar não tinha planos de sair do meu trabalho, mas permanecer no mesmo emprego por 08 anos também não era o que eu tinha planejado.

Em 2016, antes de sair de férias, conversei com minha chefe, e fui muito franca dizendo-lhe que tinha planos de me desligar da empresa, eu precisavimg_8439a de qualidade de vida. Lógico que o que eu queria mesmo era ser mãe e depois pensar na minha carreira, mas eu já estava há 04 anos tentando ser mãe, eu tinha que parar de pensar no “se eu engravidar” ou no “quando eu tiver meu bebê”.  Não podia mais deixar meu futuro nas mãos de um bebê que ainda nem havia chegado. Bom, então, a decisão havia sido tomada, decidi que 2017 eu iria me desligar da empresa.

Durante as minhas férias, descobri que estava grávida (veja aqui meu positivo do babyjamaica), e então, na volta das férias já avisei que estava grávida, afinal era uma gestação de risco. Com 13 semanas fiz a cerclagem e permaneci de repouso até o final da gestação.  O repouso só me fez ter certeza que eu não voltaria ao trabalho após o parto.

Nunca tive dúvida que precisava sair do meu trabalho, porque queria ter tempo com meu filho, e na rotina de trabalho que tinha eu teria que abri mão de muitos momentos ao lado do meu filho. Lógico que não quero parar de trabalhar, mas quero trabalhar em outro ritmo, quem sabe meio período ou homeoffice.

Como sou advogada, tentarei trabalhar como autônoma por um tempo, e verei o que acontecerá. Conversei com algumas amigas de faculdade que fizeram isso e não se arrependeram. Confesso que tenho medo de ser dependente financeiramente do marido, não pelo meu marido, por mim. Eu tenho uma dificuldade gigante de sair do controle e depender de algo ou alguém, mas a maternidade fará eu aprender isso, porque por aqui a prioridade sempre vai ser meu filho.

Não me imagino deixando de levar meu filho ao médico ou a escola por conta de um trabalho. Não me imagino sofrendo no trabalho porque meu filho está doente em casa. Não me imagino perdendo os primeiros passos ou primeiras palavras do meu filho. Talvez aconteça de eu perder algum momento, mas não vou perder todos as “primeiras vezes” dele.

Essa é uma decisão minha, uma decisão difícil para uma profissional super conservadora, mas agora é hora de mudar, agora é hora de arriscar. E se não der certo, pelo menos eu curti ao máximo o meu filho.

Beijos e até mais

Tati – Gravidezumsonho

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