Sono do Bebê: Dicas e detalhes sobre consultoria do sono infantil

Olá Meninas e Meninos!!

Estou aqui para falar um pouco de mais uma atividade que eu exerço que é a de Consultora do Sono Infantil, vou falar um pouco sobre a profissão e de como eu trabalho e também dar algumas DICAS sobre o sono do bebê.

A especialista em sono infantil, educa e dá apoio aos pais para que eles consigam ensinar o bebê a dormir – não há criança que não quer ou não gosta de dormir, ela simplesmente não sabe como fazer isso.

E como nós trabalhamos? A primeira etapa é uma consulta, que pode ser presencial (caso a pessoa seja de São Paulo) ou online. Esse encontro serve para entender a rotina do bebê, como ele nasceu, se ele já passou pela introdução alimentar, qual a atitude tomada pelos pais quando ele acorda, como ele dorme, quem ajuda em casa… enfim, o intuito é compreender toda a dinâmica familiar. Esse processo leva em torno de 1h30. E por que tudo isso? Porque precisamos entender se há algo além da criança não saber dormir.

Além disso, também explicamos a questão fisiológica (como os hormônios que são liberados enquanto o neném dorme), as fases do sono e a questão das sonecas. Depois dessa consulta inicial, há o chamado período de suporte. Encaminho uma rotina que os pais devem tentar seguir ao máximo – claro, dentro da realidade familiar de cada um. O ideal é que uma criança pequena durma por volta das 19hrs/20hrs, mas há aquelas que vão para cama meia noite. Por isso a importância de um plano de ação único e individual. Junto a esse arquivo com a rotina, alinho minha experiência na psicologia para enviar sugestões de atividades que estimulem determinada capacidade e tendo entender a estrutura psicológica da mãe e do pai dessa criança – aspectos extremamente importantes.

Com relação às mudanças propriamente ditas, normalmente nós mexemos na rotina diurna primeiro, especialmente no que diz respeito às sonecas.  Qualquer dúvida/dificuldade que vá surgindo no meio da caminho, eu fico à disposição pelo WhatsApp para dar o suporte necessário.

O diferencial desse trabalho é a valorização da individualidade (entendemos que cada bebê é único e leva uma vida diferente da de outros bebês) e o fato de não deixá-lo sozinho: a criança vai chorar, afinal, está sentindo desconforto, mas não o fará sozinho, desacompanhado. A mãe ou o pai estará ao seu lado para acolhê-lo.

O grande objetivo da consultoria de sono é oferecer qualidade de vida aos pais e ao bebê – nós sabemos o quanto a privação de sono é prejudicial para todos. Quanto menos esses pais dormem, menos têm vontade de interagir com a criança, pois estão cansados e frustrados.

Dicas:

1. Esgote a energia da criança: com brincadeiras, atividades;

2. Ritual noturno: banho e berço ou cama;

3. Fazer massagem: caso a criança goste;

4. Poder da água: banho para relaxar, o papai pode entrar nessa rotina;

5. Cuidar da higiene: bucal, banho, pijama ou roupa de dormir;

6. Dar boa noite à todos;

7. Cantar: canções de ninar;

8. Objeto de apego: uma naninha, ou brinquedinho;

9. Cuidar da alimentação durante o dia: criança bem alimentada durante o dia faz com que os despertares noturnos diminuam;

10. Verificar o conforto do bebê;

11. E finalmente uma boa rotina para o dia e para noite.

Espero poder te ajudado de alguma forma, caso vocês tenham alguma dúvida deixem aqui nos comentários.

Até a próxima.

Bjs

Amanda Pascoal

Psicóloga – CRP: 06/93868

Consultora de Amamentação

Consultora do Sono Infantil

Tel: (11) 3462-3227

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Mãe é mãe 

“Mãe é mãe” uma frase tão clichê, mas tão real. A verdade é que nos últimos anos o papel do pai mudou, antes o pai era apenas o provedor, depois começou a se tornar ajudante de mãe, e agora os pais são ativos nos cuidados com os filhos. 

Essa mudança de postura do paí trouxe a impressão que pai e mãe tem o mesmo papel na educação e cuidados dos filhos, mas a mãe ainda tem uma importância bem grande na educação e cuidados dos filhos. Noto que os filhos tem uma pequena preferência pelo colo da mãe, talvez seja pelo formato do nosso corpo, onde o seio possa servir de travesseiro, talvez seja pela amamentação, talvez seja pela gestação, mas mesmo os filhos gerados em outro ventre tem um elo mágico com suas mães efetivas.


Então, deve ser o instinto materno presente no sexo feminino, porque é impressionante como as mães tem poder de acalmar seus filhos. Os filhos podem dizer que preferem os pais, mas a qualquer machucado ou ferida a mamãe é a demandada pela criança.

Enfim, mãe é mãe….algo inexplicável, mas muito intenso

Amamentação: dificuldades

Sempre ouvi falar que a amamentação era maravilhosa, que era uma realização da mulher, mas pouco se fala sobre as dificuldades da amamentação.

Sempre imaginei que a amamentação era algo mega natural, pensava que bastava colocar o peito na boca da criança e “plim” a mágica acontecia, porém não é bem assim. Palavras como prega, pega, sucção, na minha cabeça, não estava associada a amamentação.

Tive que aprender a fazer a prega (que existe variações), tive que aprender a colocar o meu filho em posição de amamentar (sim, no começo era muito difícil).  E da mesma forma que tudo era novo para mim, tudo também era novo para o meu filho! Nasceu uma mãe, nasceu um filho, nasceu uma conexão, nasceu um amor completamente diferente, mas tudo isso sem qualquer manual de instruções. Fomos aprendendo a cada dia, a cada mamada, tivemos momentos de tensão, tivemos momentos de choro, tivemos momentos de dor e por fim, chega-se a magia.

Confesso que nunca sonhei em amamentar, mas quando meu filho nasceu eu tive vontade de amamentar, tive vontade de passar por essa experiência, e sim me esforcei para amamentar. Tanto quis amamentar que busquei profissionais para me dar assessoria.
Os primeiros dias foi um stress, o tal do colostro irritava meu filho, era muito esforço para pouco leite. No Hospital, meu peito se tornou de utilidade pública, eu vivia pedindo ajuda para enfermagem, que chegavam e apertavam o bico do meu seio (kkkk), e de verdade eu não me importava com isso. Confesso, as enfermeiras chegavam, faziam a prega e a amamentação acontecia, elas iam embora e começava a briga com a tal da prega.

Enfim, fomos para casa, o leite finalmente desceu, o aprendizado continuava, cada dia ficava mais fácil e menos doloroso….mas a “mágica” deve ter demorado mais de 20 dias para acontecer. Essa é lado B da amamentação, pouco dito ou pouco escrito.

E agora a dica de alguns livros que podem ajudar nesta dura jornada da amamentação:

Boa sorte para as mamães.

Relato do Parto do Nicolas

Desculpem a demora por novos textos, mas o Baby Nick consume bastante dos meus dias. Devagarzinho vou retomando com o blog. E para retomar, nada mais justo que começar do Parto, né?

Bom, desde o começo da gestação, eu tinha combinado com o baby Nick que ele só viria depois do Papai Noel, portanto poderia vir a partir de 38 semanas, no dia 26/12/2016. Apesar da gestação de risco por conta da Insuficiência Istmo Cervical, Cerclagem e repouso, baby Nick cumpriu o combinado chegou com 38 semanas!!!

Devido ao histórico de perdas e de alteração de alguns exames, optamos por não esperar o parto normal (não tenho boas lembranças de parto normal por causa do anjo Lucca) e realizar a Cesárea com 38 semanas. Então, agendamos para o dia 26/12/2016.

No dia agendado (26/12), chegamos no Hospital, fizemos a internação, o papai foi deixar as malas no quarto e mamãe foi orientada a se preparar para o Centro Cirurgico nas salas de pré-cirurgicas!! Eu estava bem calma, a Cesárea estava agendada para as 7hrs, e para variar atrasou, fiquei praticamente 30 minutos sozinha na pré-sala aguardando!!! Tudo começou a se movimentar quando a médica foi atrás de mim. Enfim, coisas de hospital mesmo. Nem isso me deixou nervosa ou ansiosa.

Enfim, cheguei ao Centro Cirurgico, tomei a anestesia, e em seguida o papai chegou. Como combinado com a nossa médica colocamos a nossa playlist e começaram o procedimento! Quando aproximou-se a hora do nascimento do Nicolas, minha médica pediu para reduzir a luz da sala.

Nicolas nasceu às 7h59m ao som da música “Nicolas” da Aline Barros, chegou fazendo xixi na minha médica, e nesse momento ouvi o tão esperado choro…que emoção….ali eu percebi que o sonho se tornava real!!! Chorei, chorei, porque só naquele momento eu realmente acreditei que o sonho tinha se tornado realidade. Quanto tempo esperei para ouvir esse chorinho, quanto tempo eu chorei sofrendo por abortos, quantos exames, quantas picadas na barriga, e agora aquele era o choro que mais desejei ouvir. Chorei, mas chorei de emoção, chorei porque aquele era o momento único, chorei porque aquele era o MEU FILHO. Ah como desejei falar MEU FILHO, e agora adoro falar e escreve MEU FILHO…rsrsrs

Ops, voltando ao relato do Parto, após o chorinho do Nicolas, a médica me mostrou o Nicolas, que em seguida foi limpo e pesado (chegou com 3,190kg). Nicolas foi colocado ao meu lado e ao lado do papai, e permaneceu alguns minutos!!!
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Meu marido ficou com Nicolas no Sling que recebeu do Hospital, depois Nicolas ficou deitado próximo ao meu seio, encaixado em entre meu seio e um top que também  recebi do Hospital!  A finalização da Cesárea demorou quase 2hrs, e o Nicolas permaneceu conosco durante todo o tempo…

Antes de ir para o banho com o papai, tentamos colocar ele para mamar, mas apesar da tentativa, não conseguimos! Depois vou escrever sobre a minha experiência com a amamentação.

Apesar de ser Cesárea, foi lindo, a médica foi mega humana!

Grande Beijo Tati

Mãe de Anjo por Amanda Pascoal

Olá pessoal!!

 É muito bom estar com vocês novamente!!! Fico imensamente grata a Tati pela oportunidade de escrever no seu espaço. Antes de começar a falar sobre o assunto em si, preciso dividir algo com todos. Já faz muito tempo que a Tati vem pedindo esse assunto para eu tratar no blog e eu me esquivo igual pugilista….rs. Gente nunca pensei que fosse tão difícil escrever sobre um assunto na minha vida!!! E eu digo quando trato no consultório também…

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 Mãe de Anjo não é um conteúdo que me sinto a vontade em falar, a titulo de curiosidade, a primeira vez que uma paciente chegou com essa questão, eu quase chorei com ela, tive que controlar as lágrimas, afinal de contas ela que tinha que ser acolhida não eu!!! Mas vamos lá…

 Minha intenção é falar sobre como lidar com todos esses sentimentos que  transbordam neste período.

 A primeira coisa a se fazer é viver esse luto, sentir os sentimentos que acompanham a perda, se precisar ficar triste, fique triste, se precisar chorar, chore, se precisar falar, fale, se precisar ficar quieta, fique quieta, é o seu momento de sofrimento, é normal se sentir assim. O luto não tem um prazo definido para terminar, porém se ele perdura por mais de um ano e você vive a dor com a mesma intensidade e se sente da mesma forma lá do começo, o ideal é procurar ajuda médica e psicológica. A dor e o sofrimento tem que diminuir gradativamente. O que acontece neste cenário de mundo atual é que as pessoas tem uma baixa tolerância a sofrimento alheio, isso quer dizer que elas não conseguem lidar com o sofrimento dos outros e ficam forçando a pessoa a sair do luto. Cada pessoa tem seu tempo e se estiver difícil sozinha procure ajuda, você não precisa sofrer sozinha!!!

 Não tente controlar tudo!! Viva a sua gestação. Para as que estão gravidinhas novamente é tentar deixar de lado o pensamento com o conteúdo da possibilidade do novo bebê vir a falecer, eu imagino como deva ser dificílimo e esta sombra deve aterrorizar qualquer Mãe de anjo, porém fica impossível controlar 100% que nada irá acontecer, o que se pode fazer é amenizar, que nem a Tati, ela descobriu o que tinha tomou as devidas precauções para que o que tivesse em suas mãos fosse amenizado, isso é prevenção e isso tem que ser feito, para sua segurança e a do bebê.

  O novo bebê não pode vir com a missão de substituir o Anjinho, esse novo bebê é outro ser humano, com outra personalidade, com outras características e isso tem que ficar bem compreendido para não gerar confusão em vocês e no bebê.

 Acredito que essas dicas dão uma organizada nas ideias que devem estar bem desorganizada. Espero ter ajudado, deixem seus comentários e sugestões.

Beijinhos

Amanda G. Pascoal

Psicóloga – CRP: 06/93868

Consultora em Aleitamento Materno

Especialista em Sono Infantil

(11) 3462-3227