Enfrentando a infertilidade

Estou lendo o livro “Nada é por acaso” da autora “Zíbia Gasparetto” e deparei-me com o trecho em que uma mulher estéril esclarece ao marido o seu sentimento de inferioridade por não poder gerar um filho ao casal, e então, decidi escreve sobre o assunto.
A mulher ou homem que tem o diagnóstico de infertilidade começa a se sentir inferior aos demais, porque sempre notou a gravidez com algo natural do ser humano. É fato que a natureza humana é para procriar, ocorre que algumas vezes isso falha, e daí decorrem muitos sentimentos como culpa, medo e inferioridade.

A situação de o casal enfrentar a “infertilidade” não os diminui perante a sociedade, afinal muitos casais optam por não terem filhos, muitos preferem desfrutar da vida viajando ao redor do mundo, muitos preferem divertir-se na noite, e é sim possível ser feliz sem filhos, mesmo recebendo a cobrança da sociedade sobre “casamento”, “filhos”, “cachorros” e os “felizes para sempre”.

É óbvio que quando o casal decide constituir uma família essa ideia de curtir a vida não lhe parece muito apropriada, mas há muitos meios de solucionar o problema e constituir uma família, tais como os tratamentos de reprodução e adoção. A medicina hoje está bem avançada e há opções de tratamentos como: Fertilização in Vitro, Óvulo Doação, Esperma doação, Inseminação Artificial, e até a “barriga de aluguel”. Entretanto, cada casal deve conversar e decidir quais são os limites dessa busca por ter filho, alguns não impõe limites, outros não aceitam óvulo doação, outros não aceitam a barriga de aluguel (em breve escreverei sobre esse tema).

Retomando ao assunto inicial, a verdade é que todas as pessoas enfrentam problemas, e a infertilidade é um problema de saúde, que pode fazer o casal a mudar os planos futuros, e isso acontece com todas as pessoas. Por exemplo, Quantas pessoas enfrentam doenças como Câncer, HIV, AVC e muitas outras? Quantas pessoas estão desempregadas? Quantas pessoas passam fome? Quantas perdem entes queridos? Seria impossível elencar todos os problemas do mundo, mas isso para demonstrar que muitos devem se adaptar a uma nova realidade. Então, vamos parar de questionar “Por que eu?”, “só acontece comigo”.

O famoso “só acontece comigo” é facilmente desmitificado quando notarmos que de 8 a 15% dos casais enfrentam a infertilidade (Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-72032007000200008)

Uma coisa que me ajuda muito (dica da minha terapeuta) é começar a escrever durante todos os dias (por um período, exemplo de 30 dias) 70 motivos para agradecer, isso também ajuda.

Para melhor e aceitar a atual situação é importante procurar um especialista, como um psicólogo ou psiquiatra, isso ajudará bastante a desvendar os medos e aceitar as condições que a vida impõe para cada um.

 

 

 

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